Primeira mulher no ministério de Bolsonaro é do MS

07/11/2018 - 18h53

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Tereza Cristina, foi indicada pela bancada ruralista

Deputada Tereza Cristina (DEM-MS) Deputada Tereza Cristina (DEM-MS)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta quarta-feira que a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) vai comandar o Ministério da Agricultura. Ela é coordenadora da frente parlamentar da agropecuária, a chamada bancada ruralista, e presidiu a comissão especial que aprovou o projeto que flexibiliza a regulação de agrotóxicos, proposta que ganhou o apelido de "PL do Veneno", da qual era uma das principais defensoras.

A indicação dela ocorreu após reunião do presidente eleito com a bancada no Centro Cultural do Banco do Brasil, onde trabalha a equipe de transição. Ela é a primeira mulher anunciada para compor o primeiro escalão, que já tem cinco homens escalados.

— Quero agradecer a todos vocês e, com muito prazer, eu anuncio aqui Tereza Cristina como ministra da Agricultura — disse Bolsonaro aos parlamentares ruralistas no encerramento da reunião.

Vice-presidente da frente parlamentar, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) anunciou a indicação ao deixar a reunião com o presidente eleito. Segundo ele, ficou acertado que a pasta do Meio Ambiente continuará a existir de forma autônoma, mas o nome do titular terá de ser "homologado" por Tereza Cristina.

A deputada se aproximou de Bolsonaro depois de ter levado a ele uma declaração formal de apoio da frente parlamentar na semana antes do primeiro turno das eleições. O apoio foi tido pelo presidente eleito e seu time como fundamental para desmontar o discurso de que ele não conseguiria sustentação no Congresso.

Tereza Cristina era líder da bancada do PSB até outubro do ano passado. Ela deixou a legenda depois de decidir votar contra o prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer. Ela entrou no DEM em dezembro, em uma articulação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e assumiu o comando da bancada ruralista em fevereiro de 2018.

Vice-presidente da frente parlamentar, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) anunciou a indicação ao deixar a reunião com o presidente eleito. Segundo ele, ficou acertado que a pasta do Meio Ambiente continuará a existir de forma autônoma, mas o nome do titular terá de ser "homologado" por Tereza Cristina.

A deputada se aproximou de Bolsonaro depois de ter levado a ele uma declaração formal de apoio da frente parlamentar na semana antes do primeiro turno das eleições. O apoio foi tido pelo presidente eleito e seu time como fundamental para desmontar o discurso de que ele não conseguiria sustentação no Congresso.

Tereza Cristina era líder da bancada do PSB até outubro do ano passado. Ela deixou a legenda depois de decidir votar contra o prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer. Ela entrou no DEM em dezembro, em uma articulação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e assumiu o comando da bancada ruralista em fevereiro de 2018.

Tereza Cristina esteve de manhã no Centro Cultura Banco do Brasil para se reunir com Onyx Lorenzoni, que coordena o grupo. Ela tinha se oferecido para ajudar de forma voluntária na transição. A deputada não participou da reunião que sacramentou seu nome para o ministério.

Bolsonaro confirmou a indicação da deputada por meio de seu Twitter:

— Boa noite! Informo a todos a indicação da senhora Tereza Cristina da Costa Dias, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, ao posto de Ministra da Agricultura — escreveu Bolsonaro.

Mais cedo, também no Twitter, o presidente eleito disse não estar preocupado com cor, sexo ou sexualidade de quem está em sua equipe . Ele afirmou estar mais preocupado "com a missão de fazer o Brasil crescer, combater o crime organizado e a corrupção, dentre outras urgências".

Até agora já foram indicados Onyx Lorenzoni para a Casa Civil, Paulo Guedes para uma superpasta de Economia, Sergio Moro para o ministério de Justiça e Segurança Pública e Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia. O general da reserva Augusto Heleno foi confirmado hoje para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele estava indicado para comandar o Ministério da Defesa.

Pela manhã, Bolsonaro admitiu que o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União ( CGU ) pode não ser absorvido pelo Ministério da Justiça em seu governo , como foi cogitado inicialmente. "Isso já está sendo (avaliado), já demos um passo e talvez seja mantido o status de ministério (da CGU), mas não é pela governabilidade, é para que a gente possa apresentar realmente resultado. Talvez temos que manter a Controladoria com status de ministério", isse.

Também nesta quarta-feira, a equipe de transição do presidente eleito anunciou que mais três mulheres farão parte do grupo : a tenente do exército Sílvia Nobre Waiãpi, a economista Clarissa Costa Longa e a ex-tenente do Exército Liane de Moura. A nomeação delas deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

Ao todo, quatro mulheres já foram anunciadas: a coronel do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal Márcia Amarílio da Cunha Silva já participa das reuniões no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde se reúne a equipe, e também deve ser nomeada nos próximos dias.(O Globo)

 

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