PF acha extratos bancários que podem dar novo rumo ao atentado a Bolsonaro

13/09/2018 - 07h43

Nova frente de investigação quer descobrir de onde vinha o dinheiro que abastecia as contas de Adélio Bispo

A Policia Federal pretende abrir uma nova frente de investigação sobre as circunstâncias em que ocorreu o atentado contra o candidato a presidente da República Jair Bolsonaro, que foi esfaqueado quinta-feira (6/7), durante um ato de campanha, em Juiz de Fora (Zona da Mata). Conforme o Jornal O Globo, a nova linha de investigação tem como subsídios a localização pela PF de cartão de crédito internacional e extratos de contas bancárias de Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, autor confesso do atentado contra o presidenciável do PSL e que está preso preventivamente em um presídio federal no Mato Grosso do Sul.

Foram encontrados pela PF em um quarto de uma pensão onde Adelio estava hospedado em Juiz de Fora, um cartão de crédito internacional do Banco Itaú e dois cartões da Caixa Econômica Federal, sendo um de conta corrente e de outro de conta-poupança. Foram recolhidos extratos dos dois bancos em nome de Adelio. Também foi apreendido um recibo no valor de R$ 430 em nome dele.

A apreensão do material foi revelada pela revista Crusoé e confirmada ao jornal Estado de Minas, do mesmo grupo de comunicação do Correio, por fonte de Juiz de Fora nesta quarta-feira. De acordo com O Globo, o registro do material também consta em um auto de apreensão das buscas no quarto onde o esfaqueador vivia.

Com a apreensão, a PF deverá pedir a quebra de sigilo bancário das contas de Adelio. O objetivo da nova frente de investigação é descobrir de onde vinha o dinheiro que abastecia as contas e manter o cartão de crédito internacional do agressor de Bolsonaro. Adelio passou por 12 empregos nos últimos sete anos e em nenhum deles permaneceu mais do que três meses. Ele estava desempregado quando cometeu o atentado a Bolsonaro.

Adelio Bispo de Oliveira é integrante de família pobre de Montes Claros (Norte de Minas). Ele vivia a maior parte do tempo fora da cidade e esteve na cidade natal pela última vez há um ano e seis meses. Os quatro advogados que defendem o agressor de Bolsonaro disseram que foram contratados por igrejas evangélicas de Montes Claros ou pessoas ligadas a elas. Mas, as igrejas as quais teriam sido frequentadas por Adelio e citadas pelos advogados negaram ligação com a contratação dos defensores dele, desmentindo também pagamento das custas processuais. Assim, surgiram outros questionamentos: sobre quem está pagando os advogados ou se eles apenas decidiram defender Adelio gratuitamente, para aparecer na mídia.

Apreensão de computador

Polícia Federal apreendeu em uma lan house em Juiz de Fora seis unidades de disco rígido de computadores que foram usados por Adelio Bispo de Oliveira. Foi o próprio dono do estabelecimento que reconheceu o agressor de Bolsonaro na televisão e chamou a PF. Ele relatou que Adelio usou os computadores de 29 de agosto a 6 de setembro, duas vezes por dia, sempre pela manhã e pela tarde. Ele ficava cerca de uma hora no local e apresentava comportamento "aparentemente normal", revelou a fonte.

Os laudos periciais emitidos até agora indicam que Adelio agiu sozinho ao cometer o ataque contra Bolsonaro. O homem sustenta que agiu sozinho.

Nova cirurgia para correção de aderências entre as alças intestinais

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deu entrada no centro cirúrgico do hospital Albert Einstein na noite desta quarta-feira (13/9), para um procedimento de urgência. A cirurgia, que não estava prevista até o início desta noite, tem como objetivo corrigir aderências entre as alças intestinais do parlamentar, o boletim médico divulgado pela unidade de saúde.

O procedimento teve duração de aproximadamente uma hora. A assessoria de imprensa do Hospital Albert Einstein informou que a cirurgia foi bem-sucedida. Segundo o hospital, outros detalhes serão divulgados no boletim médico da manhã, às 10 horas desta quinta-feira (13/9).

O presidenciável foi operado pela primeira vez na última quinta-feira (6/9) na Santa Casa de Juiz de Fora (MG), após ter sido atingido por uma facada durante ato de campanha na cidade.

No primeiro boletim médico do dia, divulgado nas primeiras horas da manhã, os médicos informaram que a alimentação via oral liberada ao candidato teria sido suspensa, exatamente por causa de uma distenção abdominal. Segundo os médicos, o inchaço teria sido provocado pelo acúmulo de ar na região. Desde então, ele teria retornado a receber, apenas, alimentação por sonda.

 

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