O primeiro vexame dos 'novos' deputados estaduais

11/03/2019 - 10h39

Matéria polêmica mostra que pouco ou nada mudou com a 'renovação' da Assembleia Legislativa

Marçal Filho: muito o que aprender com o cardeal Londres Machado Marçal Filho: muito o que aprender com o cardeal Londres Machado

Um guri, ainda, pode-se dizer, o deputado João Henrique Catan bem que poderia ter tido umas aulas com o avô, Marcelo Miranda Soares – um dos mais competentes governadores que o Mato Grosso do Sul já teve – para não pisar feio na bola, logo na primeira polêmica envolvendo a tão desgastada Assembleia Legislativa, pelo manjado e tão criticado compadrio com os demais poderes do Parque. Uma pena, pois, pelo pedigree, de uma das promessas de renovação da política estadual, já entra no bloco "Maria vai com as outras".

E o que dizer do todo impoluto fenômeno capitão Contar? Do alto de seus 78.390 votos (número para se eleger deputado federal!), com o discurso bolsonariano da moralidade, as lições (pelo visto não aprendidas) da caserna e tantos músculos a mostra, para quê? Para afinar, também, de cara? Nem para pedir vistas de uma matéria tão polêmica? Pior, o discurso vazio de que tudo não passa de uma equalização da remuneração, que está tudo nos conformes, sem impacto aos cofres públicos, como se não soubesse que Orçamento nada mais é do que uma peça fictícia, aliás, aprovada, por eles próprios, suas excelências, os deputados estaduais.

Mas o que esperar de uma Casa cujo primeiro secretário está envolvido num dos maiores escândalos de corrupção do Estado?".

Alô você... que coisa feia, excelentíssimo deputado Marçal Filho! Para quem pretende ser prefeito de Dourados, o mínimo que se espera é que entenda de dotação orçamentária! Aliás, Marçal nem deveria estar aqui, no rol desta nova safra, já que antes de chegar ao Guaicurus leu na cartilha do Jaguaribe, daí para quatro mandatos no Congresso Nacional, de onde, reprovado, voltou para uma reciclagem como vereador para, só então se habilitar, agora, como deputado estadual. Se tivesse se preocupado mais em ser deputado do que com as secretárias do lar que garantem a audiência de sua emissora de rádio, como relator de matéria tão polêmica, não teria dito tanta besteira: "são pessoas técnicas, não temos órgãos técnicos para verificar as prestações de contas das prefeituras, do governo; o problema é exatamente esse, os cargos técnicos, que devem ser bem cuidados". Alô você, e para que serve o Tribunal de Contas do Estado?

Ah, ia me esquecendo! Toda essa chorumela é para repercutir o aumento de até 90%, retroativo a primeiro de fevereiro, a técnicos do Tribunal de Contas, técnicos que o projeto de lei aprovado a toque de caixa antes do carnaval não diz quem são, nem quantos são, nem o impacto financeiro e beneficiados pelos serviços, aliás, serviços não previstos! Tribunal de Contas que é um dos maiores cabides de empregos do estado, órgão meramente decorativo, em que administradores corruptos, desde que não percam prazos, jamais são punidos, que aprova as contas da Assembleia e que por ela por ela é fiscalizado. Orçamento: R$ 282 milhões por ano – R$ 774 mil por dia, ou, mais precisamente, R$ 32 mil por hora.

O polêmico apresentador Tatá Marques disse tratar-se de um aumento escalafobético, que quer dizer esquisito, extravagante, estrambótico, excêntrico. Acrescento: é indecência mesmo! Sinal de que vai continuar tudo como dantes no quartel de Abrantes. Mas, o que esperar de uma Casa cujo primeiro secretário, encarregado de cuidar do cofre, deputado Zé Teixeira, envolvido num dos maiores escândalos de corrupção do Estado, foi preso no apagar das luzes da legislatura passada e está em vias de, ops! retorno ao xilindró?

 

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